terça-feira, 19 de março de 2019

HMPM: Homem-Máquina

OS HERÓIS MAIS PODEROSOS DA MARVEL: HOMEM-MÁQUINA
Digitalização e Tratamento: Outsider Z/HORDA Inc.

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O homem artificial é um ícone recorrente nas narrativas de ficção científica. Tal como os melhores conceitos do gênero, é uma ideia que nos leva a fazer perguntas pertinentes sobre muitas coisas, desde como definimos nossa própria existência até como  tratamos aqueles que nos servem. O Universo Marvel teve sua parcela de autômatos batalhando tanto no lado do bem quanto do mal. Em 1977, um novo aventureiro robótico foi adicionado ao panteão mecanizado da Marvel, o Homem-Máquina! 

Curiosamente, o Homem-Máquina é um dos poucos heróis que não tem suas origens no próprio Universo Marvel. Seu criador foi o rei dos quadrinhos, Jack Kirby, que introduziu o personagem em 2001 - An Space Odyssey 8 - uma série spin-off do filme de Stanley Kubrik e do livro de Arthur C. Clarke que têm o mesmo nome. 

O único sobrevivente de uma unidade de robôs defeituosos que atacaram seu mestre, o "Senhor Máquina", como ficou conhecido no começo, foi capaz de transcender a falha de sua programação movido pelo amor e apoio de seu criador, dr. Abel Stack. 

Com o cancelamento da série, um novo título, Machine Man, foi lançado, estrelando o herói renascido. Novamente, desenhado e escrito por Jack Kirby, o robô justiceiro foge do exército, que teme seu potencial como uma arma mortal - algo que não poderia estar mais longe da verdade. O Homem-Máquina é uma das criações mais altruístas e de bom coração em toda a Marvel, usando suas habilidades para ajudar os outros, e é o poderio do exército que se mostra como uma força de destruição irrefreável, cruel e violenta. 

Para nossa p´roxima história, damos um salto de alguns anos para uam dose dupla de ação robótica na forma de Marvel Two-in-One 92-93, de 1982. Escrita por Tom DeFalco e com arte de Ron Wilson, o Homem-Máquina se vê preso numa batalha contra Ultron, enquanto tenta convencer sua "noiva" Jocasta a ajudá-lo em seus esquemas de conquistar o mundo. 

Agora, o Homem-Máquina, operando sob seu disfarce de Aaron Stack, desenvolveu uma aparência mais humana (e até conquistou um emprego na área de seguros), e fica claro que o coração da história é o laço que o Homem-Máquina e Jocasta formam a partir do modo como sempre foram tratados pelo resto do mundo. 

Nossa última história, a minissérie homônima Machine Man, de 1984, é verdadeiramente emblemática - um típico cenário de "O Que Aconteceria Se..?", passando no futuro na época distante de... 2020. Mais uma vez escrita por Tom DeFalco, vemos um Homem-Máquina revivido num mundo distópico e se aliando a um grupo de varredores de rua chamados Sucateiros da Madrugada. 

Apesar de menos humano que suas antigas encarnações, ainda há bastante para se  apreciar nesta história - provavelmente uma das artes mais fantásticas de Barry Windsor-Smith, trabalhando sobre os esboços de Herb Trimpe. O conhecimento firme de Trimpe quanto à disposição de painéis e páginas, combinado ao experimentalismo da arte e da paleta de Windsor-Smith, dá à história uma aparência e atmosfera únicas, diferente de qualquer produção da época! (Texto de Ed Hammond).





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