COLEÇÃO MARVEL SALVAT: HOMEM-ARANHA
GRANDES ENCONTROS MARVEL
Digitalização e Tratamento: OutsiderZ/HORDA Scans
Dado o monumental sucesso do Homem-Aranha, era quase inevitável que, em algum momento, o Escalador de Paredes terminasse com um segundo título regular. Em 1972, quase 10 anos depois de sua estreia, esse segundo gibi do Aranha, Marvel Team-Up, chegou às prateleiras. Como o nome sugere, cada edição apresentava o Cavaleiro das Teias enfrentando todo tipo de vilões, ao lado do rol rotativo de convidados super-heróicos.
O conceito era um daqueles com potencial quase ilimitado. As histórias fluíam com velocidade estonteante, com pouco mais de um segundo para que o Aranha recuperasse o fôlego entre as aventuras. Também deu aos roteiristas e desenhistas uma oportunidade de lançar o Cabeça de Teia por todo o Universo Marvel, apresentando-o a personagens que, normalmente, não apareceriam no título principal do personagem, Amazing Spider-Man.
Os fãs adoraram, e o primeiro volume da revista durou 150 edições. Era um gibi consistente e tremendamente divertido, com inúmeros momentos de destaque em sua história. De todos os diversos criadores a trabalharem nele, algumas das tramas mais empolgantes foram elaboradas por uma das mais famosas parecerias da Marvel na vida real, John Byrne e Chris Claremont, durante sua longa fase no título.
Enquanto criava as histórias reimpressas aqui, a dupla também trabalhava em Uncanny X-Men. É justo dizer que seu fenomenal sucesso com os mutantes da Marvel, de certo modo, obscureceu seu trabalho daquele período, deixando muitos fãs sem saber quão boias eram as histórias de Marvel Team-Up.
Uma caverna de Aladim de aventuras recheadas de ação, seus criadores uniram o Aranha a uma vasta gama de personagens - em geral, aqueles com os quais já tinham alguma associação, como Miss Marvel (cuja série própria Claremont escrevia na época), Punho de Ferro (encerrando tramas pendentes de sua recém-cancelada série) e Capitão Britânia (cocriado por Claremont alguns anos antes com o desenhista Herb Trimpe).
Obviamente incapazes de promover qualquer grande mudança no Aranha como personagem, eles se concentraram em dar às histórias o maior dinamismo possível, com uma saraivada de cenas de lutas movimentadas e sequências de ação que nunca deixaram de impressionar. (Texto de Marco M. Lupoi).





Um comentário:
Obrigada amigo. Amo os clássicos do Aranha.
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