sábado, 17 de março de 2018

Coleção Marvel Salvat: Warlock 1

COLEÇÃO MARVEL SALVAT: WARLOCK - PARTE 1
Digitalização e Tratamento: Outsider, of the Z/HORDA Galactics

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"Como visto e A Vida e Morte de Capitão Marvel, a especialidade em particular de Jim Starlin é criar óperas espaciais com conceitos épicos, recheada de seres supremamente poderosos se deabetendo com questões fundamentais da existência. Após sua fase em Captain Marvel, Starlin voltou suas habilidades nos quadrinhos para outro aventureiro cósmico: Adam Warlock.

Personagem com uma história bastante peculiar, Warlock estreou originalmente em Fantastic Four, como uma criatura conhecida como Ele. Mas seria Roy Thomas que transformaria o heróis em um astro com título próprio. Inpsirado na ópera rock Jesus Cristo Superstar, o roteirista usou Warlock como um personagem central de uma narrativa messiânica do bem contra o mal, que se passava num espelho do nosso mundo conhecido como Contraterra. Foi um título ambicioso e pouco ortodoxo para a Marvel, mas que, infelizmente, não se conectou com o público da maneira que se esperava. 

Quando Starlin abordou Warlock, voltou a usar a religião como ponto focal da trama, mas de modo bem mais adverso do que Thomas. De certo modo, seu trabalho com warlock é o oposto do que o autor fez em Captain Marvel. Mar-Vell era um mortal que tinha de lidar com a esmagadora responsabilidade de receber os  poderes e as percepções de um deus, enquanto Warlock era um deus arrastado ao nível humano por uma crise existencial de consciência que o deixaria à beira da loucura. 

Mais uma vez como escritor e desenhista, Starlin consguiu trazer uma visão realmente clara ao projeto. Nem mesmo a redação da Marvel tinha muitas informações sobre o título, por causa do astuto plano de Starlin de entregar páginas o mais tarde possível, evitando, assim, interferência editorial. Como você lerá, a história obviamente é uma metáfora para o potencial mau uso do poder por organizações religiosas, corporações e similares. 

O nível ao qual o criador eleva sua crítica é surpreendente, dada a época em que a revista foi publicada. Se ele teria conseguido manter as histórias incólumes  caso os editores tivessem oportunidade de escrutinar as páginas, não se sabe, mas, no longo prazo, essa prática levemente desonesta levou à criação de uma história bem mais provocante."


 


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