quarta-feira, 28 de março de 2018

Batman: O Cavaleiro das Trevas - ED

BATMAN: O CAVALEIRO DAS TREVAS - EDIÇÃO DEFINITIVA
Digitalização e Tratamento: Outsider the Z/HORDA Comics
Páginas Duplas: Alan "The Wizard" Bishop/DOOM Scans

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Sempre que leio O Cavaleiro das Trevas de Frank Miller eu tenho aquela sensação de "caramba! Eu estava lá quando tudo aconteceu!", e me sinto parte da História das histórias em quadrinhos. Afinal, juntamente com Watchmen, foi a HQ da virada, que deixou claro de vez que quadrinhos não eram coisa apenas para crianças. 

Essa virada começou a acontecer com os quadrinhos da Marvel, que traziam histórias mais humanas e menos infantilizadas. O  próprio Batman era um personagem muito mais sombrio em seu início, mas o conservadorismo foi deixando-o mais aceitável a ponto de ficar meio idiota. Dennis O'Neil e Neal Adams trouxeram este Batman de volta, Frank Miller o oficializou. 

Os quadrinhos em geral sofreram uma mudança, iniciando a Era das Trevas. Nem sempre isso deu muito certo, como toda a década de 90 está aí para atestar, mas a mudança era necessária e Miller já vinha fazendo sua parte desde Demolidor. E estes quadrinhos eram lidos sim, por crianças, mas que se sentiam, com isso, mais adultas do que eram. 

Porém, um novo século chegou e, com ele, um Frank Miller desgastado e amargurado, talvez com os fãs, talvez com a indústria dos quadrinhos, quem sabe. O que se sabe é que ele recebeu uma quantia milionária para escrever e ilustrar uma continuação para seu sucesso icônico. 

Alguns leitores criam teorias para não se sentirem traídos pelo seu ídolo, dizendo que ele fez o que fez para se vingar de editores sedentos por fazer alguns níqueis em cima de uma continuação de algo que não precisava de continuação. Mas, talvez tudo seja bem mais simples. Talvez fosse apenas o príncipio do fim da carreira de um grande autor de quadrinhos que não soube quando parar. 

Mas, nada disso retira os méritos do que Frank Miller criou para nosso deleite em todos os anos que antecederam e precederam O Cavaleiro das Trevas. Ainda hoje me sinto aquele garoto de boca aberta, abismado com aqueles desenhos estranhos, mas incríveis, e com aquele Batman que nada tinha a ver com Adam West e seus rebolados. Obrigado, Mr. Miller. 





sábado, 24 de março de 2018

Promethea - Volume 2

PROMETHEA EDIÇÃO DEFINITIVA - VOLUME 02 DE 02
Digitalização e Tratamento: Outsider the Z/HORDA Magical
Mago das Páginas Duplas: Alan Bishop/DOOM Scans

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E assim completamos mais uma série de quadrinhos importante e simplesmente estonteante. Promethea, escrita por Alan Moore e ilustrada por J. H. Williams III é um marco entre as produções do mago de Northumbeland. 

Este segundo volume continua com a viagem de Bárbara e Sofia para encontrar o ex de Bárbara, a Promethea anterior. Em capítulos que se destacam pelas cores, as duas fazem uma viagem de intensas descobertas místicas e, depois dela, Sofia, a nova Promethea, está completamente modificada. 

Mas, as coisas ainda não serão fáceis para nossa heroína. Depois de ter que enfrentar sua amiga, que também incorporou uma das Prometheas e quer ser a única, as duas acabam passando por um julgamento em Immateria. Depois disso, Sofia descobre seu real objetivo como a nova Promethea... e foge. 

Num crossover dramático, Tom Strong procura Sofia, a quem o FBI está caçando. Quando a encontra, ela - que não queria mais saber de ser Prometha - volta a incoporar a heroína e um combate inevitável tem início. Destaque para a capa desta edição que é uma homenagem à capa da HQ Superman Vs. Homem-Aranha, o primeiro crossover entre DC e Marvel.

Por fim, chegamos à última tarefa de Sofia como Promethea que é... destruir o mundo. 

Com muitas referencias ao misticismo e aos seus meandro, Promethea pode não agradar a todos, principalmente a quem gosta de histórias mastigadas. As referencias, para quem não conhece muito ou nada de misticismo - leia-se eu -, podem ser bem obscuras, mas, ao menos no meu caso, eu apenas curti a viagem de ácido que Moore escreveu.

A última edição foi lançada nos EUA como uma revista poster, onde cada página forma o rosto das duas versões da Promethea de Sofia, em frente verso. Como é um encadernado, foi lançado como uma edição normal, porém, isso não atrapalha a leitura. Coloquei um arquivo de imagem mostrando como são os dois posteres. 

Baixe AQUI o volume 01.





quinta-feira, 22 de março de 2018

D4VE

D4VE - RYAN FERRIER/VALENTIN RAMON
Tradução e Letras: A Man Without a Name/HORDA Robotics

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D4ve é um robô, que vive em uma Terra dominada apenas por seres robóticos. D4ve é funcionário da usina de força e ele odeia seu emprego tanto quanto qualquer humano.  Mas, D4ve já foi alguém na vida, já foi importante para sua raça e para o planeta. O que aconteceu, então?

Bom, depois que os humanos criaram os robôs, a tão esperada revolta cibernética aconteceu. A carnificina extinguiu a vida humana na Terra, sobrando apenas os robôs. Em seguida, vieram as invasões alienígenas e, novamente, os robôs saíram vencedores... por todo o universo. 

Sem inimgos naturais, eles deixaram de viver apenas para a guerra entre outras espécies e começaram a se comportar mais como... humanos. Trabalho, casa, esposa, filhos, e etc. Para D4ve isso era a morte, talvez até mesmo pior. 

Porém,  certo dia, sem que ninguém esperasse, uma nova invasão alienígena entra em curso e, milhares de anos de sedentarismo deixou os robôs vunlneráveis. A última esperança da Terra pode ser o fracassado D4ve. 





Uma Morte Horrível

UMA MORTE HORRÍVEL - PÉNÉLOPE BAGIEU
Digitalização e Tratamento: Dudu Vedder/HORDA Band Dessinée


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Zoé é uma moça com uma vida comum e entediante. Trabalha como hostess de eventos e odeia cada minuto de seu trabalho. Para piorar, quando chega em casa se depara com seu namorado troglodita. Mas, eis ue um dia ela conhece Thomas, um escritor famoso. Famoso, mas não para Zoé, que nada sabe sobre livros, pois achava que escritor nem fosse uma profissão de verdade.

Thomas é um escritor de fama internecional, com vários best sellers publicados, mas, no momento, sua fama está em perigo, pois sua qualidade vem decaindo e ele não consegue começar seu novo livro. É quando Zoé aparece em sua vida. Uma garota que não sabe e nem liga para quem ele é, que começa a frequentar seu apartamento depois de que, em uma emergência, pediu para usar o banheiro. 

Esse encontro inesperado e a energia de Zoé desperta em Thomas uma inspiração inesperada e ele começa a escrever o que pode ser o melhor livro de toda sua carreira, segundo sua editora.

Pénélope Bagieu nos traz personagens intrigantes que, cada um com sua história e vivência, nos mostra facetas de nós mesmos. Uma Morte Horrível pode ser bem mais do que apenas perder a vida de forma trágica. Pode ser viver da mesma forma. 



quarta-feira, 21 de março de 2018

Cavaleiros do Zodíaco - Vol. 03

SAINT SEIYA: CAVALEIROS DO ZODÍACO - KANSENBAN - VOL. 03 
Digitalização e Tratamento: Renato PLT/HORDA Mangás

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A saga dos Cavaleiros do Zodíaco continua. Shiryu precisa encontrar Mu para que este conserte as armaduras danificadas, mas este favor pode sair mais caro do que ele pensava.

Eqnaurno isso, Seiya e os outros estão enredados com os os Cavaleiros Negros em um duelo de vida ou morte. Além disso, precisam tomar dos vilões as partes que faltam da armadura de ouro. Mas, nada é tão simples.

Os comabtes são violentos e mortais e nossos heróis podem não sair vivos desta empreitada a que foram enviados. Ikki continua tão decidido como nunca a matar seu irmão e seus companheiros. 

Shiryu está diante de uma decisão dificil ou nem tanto, já que todo os cavaleiros trilham o caminho da amizade e do sacrifício em si. Para eles, nada é mais precioso do que ajudar um amigo em apuros. 

Mas, o que levou Ikki a se tornar um cavaleiro negro? Como ele acabou guardando tanto ódio em seu coração? 






segunda-feira, 19 de março de 2018

Coleção Marvel Salvat: Warlock 2

COLEÇÃO MARVEL SALVAT: WARLOCK - PARTE 2
Digitalização e Tratamento: Outsider Z/Somos uma HORDA

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"Apesar das inúmeras tragédias e dificuldades que acometem suas vidas, a maioria dos heróis ama seus poderes e as habilidades que possuem. Veja o Homem-Aranha, por exemplo: meso quando a sorte do bom e velho Peter Parker o joga na sarjeta, pode apostar que basta que ele se balance um pouco pelos prédios de Nova York, que logo trará um sorriso estampado no rosto. Como leitores, é sempre bacana ver os personagens curtindo usar seus poderes, em especial quando isso os permite abafar as duas desgraças. 

O que nos leva a Warlock e ao peculiar problema que ele tem com suas habilidades - sendo específico, aquelas que advém da gema vampira implantada em sua testa. Diferente dos outros heróis, Warlock passou a odiar seus poderes. Para ser sincero, arrancar a força vital de uma pessoa não é a mais agradávels das habilidades que existe, e é compreensível que ela promova uma enorme quantidade de culpa  sobre seus ombros. 

É uma grande reviravolta de Jim Starlin, e se adequeva perfeitamente ao público da época. Ver um personagem de moral tão conflitante sobre o modo como seus poderes funcionavam, e então obrigá-lo a usá-los em nome de um bem maior, era algo que reverberava junto aos leitores que viviam nos Estados Unidos pós-Watergate e pós-Vietnã. 

Tendo envolvido os leitores na luta de Warlock contra Magus e a Igreja da Verdade, Starlin acaba escrevendo apenas mais quatro edições da série antes de partir para trabalhar na animação de O Senhor dos Anéis, do diretor Ralph Bakshi. Contudo, deveria haver uma edição de número 16 de Warlock, mas, infelizemente, a arte do desenhista Alan Weis foi deixada no banco de trás de um táxi e nunca mais recuperada. Só o que restou dessa edição são algumas poucas fotocópias que o arte-finalista de Warlock, Steve Leialoha, tinha guardado. 

Porém, alguns meses depois, a Marvel contatou Starlin e pediu para que ele criasse  uma edição anual de Avengers e outra para Marvel Rwo-in-One. Vendo a oportunidade de criar uma conclusão  para sua saga de Warlock, ele concordou. Elaborando uma história em duas partes que correu por ambas as edições, o artista retratou o personagem se aliando aos maiores Heróis da Terra na tentativa de deter Thanos de uma vez por todas, encontrando a redenção ao longo do processo. 

Claro, isso não seria o fim para Warlock (e nem para Thanos). A partir de 1989, com Thanos Quest, Warlock, o Titã Louco e as várias jóias do poder retornariam, encabeçando diversas minisséries de sucesso. Na verdade, recentemente, a Marvel lançou uma nova narrativa de Thanos pelas mãos de Starlin, Revelação Infinita - e é seguro afirmar que não será a última. Embora já faça mais de quarenta anos que começou a trabalhar para a Casa das Ideias, Starlin continua ocupando a vaga do rei do cósmico nos quadrinhos."

PARA MAIS WARLOCK, BAIXE:


Abaixo, comparações entre formatinho e a edição da Salvat:




sábado, 17 de março de 2018

Choques Alienígenas

CHOQUES ALIENÍGENAS - ALAN MOORE/ALAN DAVIS
Digitalização: Outsider Fucking Z/Tratamento: Renato PLT
Páginas Duplas: Alan Bishop/HORDA Comics

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"Amando os Aliens… de Alan Moore, criador de clássicos como Watchmen e A Balada de Halo Jones, dois Contatos Imediatos do Terceiro Grau! Em D.R. & Quinch, dois alienígenas irresponsáveis estão numa missão para se divertir e causar tanto caos quanto possível. Destruir a Terra é apenas um truque de seu vasto repertório, que inclui realizar traições, começar guerras, provocar mágoas e até fazer um blockbuster hollywoodiano! 

E em Skizz, uma espaçonave de Tau Ceti se choca com os arredores de Birmingham, e seu único ocupante — o ínterprete Zhcchz — se vê sozinho e incapaz de partir, num mundo que mal compreende… Por sorte para o alienígena, ele faz amizade com uma estudante chamada Roxy, que tenta ajudá-lo a se aclimatar ao planeta. 

Mas ela poderá protegê-lo de perigos que vão desde a culinária terráquea a insanos caçadores de alienígenas? Com a arte de Alan Davis e Jim Balkie, este volume de 212 páginas reúne duas das melhores histórias do começo da carreira de Alan Moore, em doses ágeis e certeiras."





Coleção Marvel Salvat: Warlock 1

COLEÇÃO MARVEL SALVAT: WARLOCK - PARTE 1
Digitalização e Tratamento: Outsider, of the Z/HORDA Galactics

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"Como visto e A Vida e Morte de Capitão Marvel, a especialidade em particular de Jim Starlin é criar óperas espaciais com conceitos épicos, recheada de seres supremamente poderosos se deabetendo com questões fundamentais da existência. Após sua fase em Captain Marvel, Starlin voltou suas habilidades nos quadrinhos para outro aventureiro cósmico: Adam Warlock.

Personagem com uma história bastante peculiar, Warlock estreou originalmente em Fantastic Four, como uma criatura conhecida como Ele. Mas seria Roy Thomas que transformaria o heróis em um astro com título próprio. Inpsirado na ópera rock Jesus Cristo Superstar, o roteirista usou Warlock como um personagem central de uma narrativa messiânica do bem contra o mal, que se passava num espelho do nosso mundo conhecido como Contraterra. Foi um título ambicioso e pouco ortodoxo para a Marvel, mas que, infelizmente, não se conectou com o público da maneira que se esperava. 

Quando Starlin abordou Warlock, voltou a usar a religião como ponto focal da trama, mas de modo bem mais adverso do que Thomas. De certo modo, seu trabalho com warlock é o oposto do que o autor fez em Captain Marvel. Mar-Vell era um mortal que tinha de lidar com a esmagadora responsabilidade de receber os  poderes e as percepções de um deus, enquanto Warlock era um deus arrastado ao nível humano por uma crise existencial de consciência que o deixaria à beira da loucura. 

Mais uma vez como escritor e desenhista, Starlin consguiu trazer uma visão realmente clara ao projeto. Nem mesmo a redação da Marvel tinha muitas informações sobre o título, por causa do astuto plano de Starlin de entregar páginas o mais tarde possível, evitando, assim, interferência editorial. Como você lerá, a história obviamente é uma metáfora para o potencial mau uso do poder por organizações religiosas, corporações e similares. 

O nível ao qual o criador eleva sua crítica é surpreendente, dada a época em que a revista foi publicada. Se ele teria conseguido manter as histórias incólumes  caso os editores tivessem oportunidade de escrutinar as páginas, não se sabe, mas, no longo prazo, essa prática levemente desonesta levou à criação de uma história bem mais provocante."


 


terça-feira, 13 de março de 2018

Oigo Especial

OIGO ESPECIAL 1 a 3 - DIEGO JOSÉ
Roteiro, Ilustrações e Letras: Diego José/AXIAN


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"COM GRANDES PODERES, VEM GRANDE PUBLICIDADE"

Oigo Oretachi é um super-herói, mas, ele parece tudo menos alguém que tenha super-poderes e lute contra supervilões. Ele trabalha para uma empresa de super-heróis e, como qualquer ser humano "normal", ele odeia chega odeia seu emprego. 

Além disso, os poderes de Oigo descarregam e ele volta ser uma pessoa normal e, como ele já é, essencialmente um cara comum, quase não se vê diferença quando isso acontece. Então, ele precisa recarregar suas forças, e como isso acontece é hilário e deixo para que vocês mesmos descubram lendo. 

A HQ de Diego José, um amigo de longa data, conhecido graças ao blog, é aquilo que sempre pensei sobre HQs de super-heróis brasileiros: elas precisam ser diferenciadas das HQs produzidas no berço dos super-heróis, os EUA, senão, acabam caindo na mesmice e parecendo apenas um plágio qualquer. 

Por exemplo, no primeiro número, quando Oigo vai combater o crime, como parte de seu trabalho na empresa, a Takai, ele vai vestido como se estivesse idno pra um churrasco. Não há uniforme e, quando, no segundo número, ele usa um, pra lá de ridículo, é por pressão da empresa onde trabalha e ele não consegue se adaptar.

A história se passa em 2020, na cidade de Fortaleza, o que parece influenciar até mesmo na linguagem da HQ. Sem medo de ser feliz, Diego José faz os personagens se expressarem qualquer um de nós fala, ao menos como eu falo. Tudo muito informal e divertido. 

As ilustrações também agradam, sendo dinâmicas, principalmente nas cenas de combate, que não são poucas. 

Enfim, Oigo tem muito a ensinar sobre quadrinhos nacionais, pois é super-herói do jeitinho brasileiro, mas sem exageros para ficar identificando tudo como sendo Brasil. Pura diversão. 





sexta-feira, 9 de março de 2018

CMS: Pantera Negra

COLEÇÃO MARVEL SALVAT: PANTERA NEGRA - A FÚRIA DO PANTERA
Digitalização e Tratamento: Outdider, the Z/HORDA Fucking Comics
Páginas Duplas: Alan Bishop/DOOM Scans

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"Estreando em Fantastic Four 52, de 1966, no início dos anos 70 o Pantera Negra já havia se tornado parte integral do Universo Marvel. Ele se aliara a gente como Capitão América e o Demolidor, enfrentara o Doutor Destino e até mesmo se juntara aos Vingadores. Contudo, foi só em 1973 que o rei T'Challa ganharia título próprio, nas páginas de Jungle Action. 

Aqui apresentamos as 12 primeiras aventura solo de T'Challa, mais conhecidas hoje em dia como A Fúria do Pantera. Escritas por Don McGregor, com arte de Rich Buckler e Billy Graham (mais uma edição por Gil Kane), é uma narrativa que transformou o Pantera Negra e expandiu a mitologia de Wakanda.

Tendo se retornado dos Estados Unidos, oPantera Negra encontra seu reino em caos, sob ataque do traiçoeiro Erik Killmonger. Mas esta não é uma típica luta de herói contra vilão. Seu período no ocidente ao lado dos Vingadores levou muitos wakandanos a acreditarem que o Pantera Negra tinha se esquecido de su povo, o que significa que T'Challa também tem que recuperar o respeito e a confiança de seu povo.

Sem dúvida A Fúria do Pantera é uma das histórias da Marvel mais bem escritas da época. Ela transcorre em um ritmo acelerado, sem o desperdício de uma única página. A arte e os diálogos estão à frente de seu tempo. Dez anos antes do Demolidor de Frank Miller, McGregor e os demais criaram uma história sombria e sinistra, diferente de tudo que já tinha sido visto na Marvel até então. 

Ela se chama A Fúria do Pantera por um motivo. O roteiro é como uma molda helicoidal - é possível sentir a tensão e a fúria crescendo em cada linha de diálogo e narração. A arte é similarente dinâmica, com múltiplos quadros de corte, incríveis páginas duplas e páginas de título que são uma obra de arte em si próprias. 

O trabalho dos personagens possui uma graça inigualável, e uma força que transforma cada luta quase numa apresentação de balé, o que elevou o título a algo bem superior aos quadrinhos de super-heróis da época.

Com sua trama bem amarrada e autocontida, alguns consideram A Fúria do Pantera como sendo a primeira graphic novel propriamente dita da Marvel. Mas há muito mais pelo que ela deve ser lembrada. Quase perfeita em execução e inequivocamente na vanguarda de seu tempo é uma história que deve ser exibida com orgulho na prateleira de qualquer fã de verdade dos quadrinhos."