sábado, 3 de fevereiro de 2018

Choques Futuristas

CHOQUES FUTURISTAS - ALAN MOORE
Digitalização e Tratamento: Renato PLT/HORDA Sci-Fi

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Texto retirado do Universo HQ:

“Todo mundo começa de baixo, meu filho”, já dizia a mãe ou a avó de cada um de nós. Isso é verdadeiro, seja você um bancário ou um Beatle. Todos têm que amargar um tempo nos porões de Liverpool para aprender os traquejos da profissão, como ser, afinal, o melhor em que faz. 

Não foi diferente com o mago Alan Moore, tido por muitos como um dos maiores roteiristas de quadrinhos do planeta. E o porão de Alan Moore foi justamente na revista britânica 2000AD, lar do nada amigável Juiz Dredd. Foi nesta publicação, ainda na chuvosa Inglaterra do início dos 1980, onde o liberalismo de Margareth Thatcher (também conhecida como Dama de Ferro) imperava, que o autor desenvolveu sua capacidade de articular personagens, histórias e tramas com finais surpreendentes. 

O que chama a atenção de imediato é o tamanho das histórias. Algumas de quatro ou cinco páginas, outras tantas de três, uma série de duas e até de uma apenas. E nelas o novato Alan Moore desliza praticamente como um veterano. 

Claro que não se pode comparar essas obras pequenas com Watchmen ou V de Vingança, mas ainda assim o toque de Moore está indelével em cada trama ou personagem. As histórias giram em torno da ficção científica, pois a publicação inglesa demandava isso. Mas nem só desse gênero vivem as tramas. A maioria é de um humor ácido, combinando os elementos fantásticos e futuristas com um pessimismo divertidíssimo, principalmente no que tange às mudanças de rumo dos plots. 

Aquilo que o leitor pensa que é, nunca é. Aquilo que dá como certo, nunca está certo. O mocinho talvez não seja tão bonzinho e o malvado pode ser um anjo. E uma nave quem sabe queira se alimentar de ambos! 

Moore também se diverte com os estereótipos. Ele os subverte com uma naturalidade que deixa o leitor embasbacado. Se um homem está sozinho no mundo depois da hecatombe nuclear e se chama Adão, qual o nome da mulher que ele encontra e com quem povoará o mundo? Mirtes! 

Esse tipo de subversão de estereótipos está presente em praticamente todas as histórias, garantindo uma leitura divertida nos mundos criados pelo inglês barbudo.






Um comentário:

William Shakespeare disse...

olá....

parabéns pelo espetacular blog...

já adicionei aos meus favoritos!!

Obrigado!!

Will - SP