segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Midnight Nation

MIDNIGHT NATION - O POVO DA MEIA-NOITE 
Digitalização e Tratamento: Outsider Z/HORDA Nation

PARA BAIXAR, CLIQUE AQUI



Introdução: Gosto de sempre eu mesmo escrever os textos sobre as HQ e/ou filmes aqui postados, mas nem sempre o tempo permite. O fato é que li a HQ mas quando eu a comprei, em 2012, há 5 anos atrás. Então, os detalhes da história se perderam na memória. Como é muito extensa - 313 páginas - ler novamente tomaria muito tempo. Assiom, às vezes, o melhor é colocar um texto que explique melhor do que eu faria com minha memória curta. No caso, este abaixo, do UniversoHQ:

"Muito antes da grande bobagem conhecida como Um Dia a Mais, J. Michael Straczynski era um bom escritor. Ele já havia feito séries para televisão – notadamente Babylon 5 – e transitava bem entre os meios da cultura pop. Mas seu melhor trabalho é Midnight Nation, que a Mythos lançou encadernado. A história, que nos Estados Unidos saiu pela Top Cow, demonstra o que um bom roteiro é capaz de fazer com uma premissa simples. 

Vamos então à premissa: o detetive David Grey vai investigar uma série de assassinatos e descobre que seres malignos estão matando as pessoas. Durante o confronto, ele é gravemente ferido e, ao acordar no hospital, percebe que não faz mais parte deste plano corpóreo. Mas também não está morto. 

Grey começa a perceber as pessoas translúcidas e elas não mais o enxergam. Como em toda boa jornada do herói, aparece Laurel, a guia que o levará para Nova York, onde ele deverá tentar não perder sua alma, já que ela está se deteriorando e o detetive está se tornando uma das criaturas horrendas, chamadas apenas de Errantes. 

Com isso, o autor leva o leitor a um road comic que atravessa os Estados Unidos – os protagonistas fazem o trajeto entre Los Angeles e Nova York a pé, pois o Plano Intermediário, que é onde eles se encontram, é o ambiente que abriga as coisas esquecidas – como as tampas de caneta Bic ou os telefones públicos quebrados – e nenhum carro funciona por lá. 

Durante a jornada, Straczynski apresenta um sem-número de desafios e empecilhos para a dupla de andarilhos. Mas não só. A maior parte da trama é composta por angústias e reflexões dos protagonistas. E a ideia de perder a alma o tempo todo estabelece uma tensão que promove o crescimento espiritual de Grey. 

O escritor aplica uma série de parábolas muito bem engendradas na trama, fazendo a história ser reflexiva sem ser piegas ou chata. Mais do que uma travessia pelos EUA, é uma jornada pela psique humana, e o leitor sente-se motivado a fazer determinadas reflexões junto com os personagens. 

Com grandes inspirações na mitologia católica, mas principalmente na discussão e na crítica da dicotomia bom/mau, Straczynski leva o leitor a refletir sobre céu, inferno, purgatório, a consequência de seus atos e a busca pela redenção. Com desenhos inspiradíssimos de Gary Frank, que alia a força da expressividade com o realismo dos quadrinhos clássicos, esta talvez seja a melhor coisa que esta dupla produziu. 

Esta edição encadernada é similar à lançada anos antes, em seis edições avulsas, pela Panini, tendo apenas alguns extras, como a galeria de capas e alguns sketches. Mesmo assim, é um trabalho muito interessante, que merece ser conhecido por mais pessoas. Principalmente aquelas que culpam Straczynski pelo pacto do Homem-Aranha com Mefisto."

PARA MAIS J. MICHAEL STRACZYNSKI:


P.S.: O novo banner do RA, com o Eudes Quaker, foi uma cortesia do amigo de Facebook, Eduardo Colucci!




Nenhum comentário: