segunda-feira, 18 de abril de 2016

Replay: Watchmen

WATCHMEN - EDIÇÃO DEFINITIVA
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Este ano Watchmen completará nada menos que 30 anos desde a primeira vez em que foi publicada nos EUA. Trinta anos desde que Alan Moore dividiu as águas dos quadrinhos de super-heróis, mesmo já tendo balançado as estruturas com Miracleman. Claro, Watchmen teve muito mais visibilidade e impacto devido a sua quase imediata publicação no mundo todo.  

Juntamente com Frank Miller e seu Cavaleiro das Trevas, Moore deixou os quadrinhos mais sérios e empolgantes de uma nova forma. Não é a questão de que eles não eram mais para crianças e sim de que eles eram para crianças que estavam prestes a crescer de forma impactante. 

Não que eu entendesse tudo que Watchmen representava quando li na época de sua primeira publicação no Brasil. Eu era um pós-adolescente ainda tão ingênuo quanto qualquer garoto. Mas, alguma coisa parecia ribombar naquelas páginas, como a cena do copo d'água em Jurassic Park, anunciando que algo grande estava chegando.

Mesmo hoje em dia, após nova leitura, ainda parece que estou naqiela primeira vez, sabendo que há algo a ser descoberto. E claro, sempre há. Mesmo com o filme de Zack Snyder tendo feito relativo sucesso e dado um olhar hollywoodiano sobbre a obra, ainda a leio como se o filme não existisse, apesar de - pasmem - eu gostar do mesmo. 

Por mais blasé que alguns tentem se manter diante desta história, por mais chato que às vezes Alan Moore seja, nada disso afeta o fato de que Watchmen é de imenso valor para os quadrinhos contemporâneos. Isso, até os dias de hoje. 

A saga do grupo disfuncional de super-heróis mais realistas, sem superpoderes, onde apenas um deles acaba se transformando em um semideus, é lida e relida quase que milimetricamente a todo momento. Roscharch e suas palavras cruas, Ozymandias e sua inteligência fria, Coruja e sua ingenuidade perante o mundo, Silk Spectre e sua relação com o vigilantismo, o Comediante e seu sarcasmo cruel sofre o impacto de algo pior do que ele. E, por fim, Dr. Manhattan e sua indiferença perante a humanidade. 

Watchmen é uma história clássica de super-heróis dentro de algo completamente novo, bruto, inteligente e cativante. Uma história que nos lembra a todo momento momento da pergunta crucial, afinal "quem vigia os vigilantes?"

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