terça-feira, 8 de abril de 2014

Grandes Astros Superman


GRANDES ASTROS SUPERMAN - ENCADERNADO
Scans by Rapadura Açucarada/Onomatopéia Digital


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Sinopse: Superman (ou Super-Homem, como eu o conheci) é o primeiro dos super-heróis, o pai de todos, o fura-bolo, cata-piolho e tudo mais. Enfim, aquele que deu origem ao panteão de deuses multicoloridos que temos hoje. Como o próprio Morrison deixa claro na edição 10 de All Stars Superman, ele é aquele que mudou tudo. Com mais de 75 anos nas costas, fica meio óbvio que fazer algo de novo com o personagem é quase impossível. No entanto, essa não é uma boa desculpa para a avalanche de histórias ruins que o Homem de Aço coleciona em sua duradoura vida.

Outro fator para que Superman tenha tantas histórias sem nenhum apelo, é que ele é o cara bonzinho, o herói perfeito, sem mácula, sem paranóias. Gerado por um casal de cientistas, e criado por um casal de humanos bondosos, não poderia ser diferente. O Superman é tudo aquilo que o ser humano almeja ser. Heróis mais sombrios, como Batman, por exemplo, rendem histórias mais intensas e mais envolventes até. Daí que o desafio do roteirista de Superman é quase sempre ter de reinventar o personagem para que sua história faça alguma diferença. Foi o que Grant Morrison fez nesta minissérie.

No documentário Grant Morrison - Talking With Gods, Mark Waid conta que os dois estavam na rua, quando viram um cara vestido de Superman, sentado na pose que deu origem a esta capa acima. Não satisfeitos em apenas observar o homem fantasiado, foram até ele e começaram a perguntar como era ser um super-herói. Waid disse que ele respondia de forma séria, sem pestanejar, falando como se ele realmente fosse Kal-El. Este foi o sinal que Morrison precisava para escrever Grandes Astros Superman.

A HQ já está entre aquelas que marcaram para sempre todos os fãs - e até alguns não tão fãs - do super-herói mais emblemático de todos os tempos. Em Grandes Astros, Morrison e o artista Frank Quitely dão vida a um Superman que é o mesmo que conhecemos desde sempre e ao mesmo tempo é outro, totalmente diferente. E Morrison não quer deixar as coisas fáceis para o leitor, ele já começa dando um ultimato: Superman vai morrer.

Assim sendo, todas as 12 edições são releituras dentro de uma releitura. Seja do romance eterno dele com Lois Lane, da inimizade eterna com Lex Luthor, seja de sua relação com seus pais terrestres e até mesmo seu encontro com suas versões bizarras. Na edição 10 temos uma surpresa aos nos descobrirmos dentro da HQ, mas para saber como, só mesmo lendo e prestando atenção. Acabamos descobrindo que, para Morrison, o Superman é bem mais do que um super-herói.

Para complementar o post, segue abaixo o documentário Grant Morrison: Talking With Gods:


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Este é o primeiro documentário em longa metragem sobre o misterioso e icônico Grant Morrison, um dos escritores de quadrinhos mais aclamados pela crítica, e um dos autores mais vendidos da história da indústria, conhecido por trabalhos inovadores e contraculturais como Os Invisíveis, e reinvenções audaciosas de super-herois como Grandes Astros Superman, Homem Animal, Patrulha do Destino, Liga da Justiça e Batman.

O filme examina os 30 anos da carreira de Morrison, e os momentos de sua vida que inspiraram suas histórias. Através de longas entrevistas o próprio Morrison fala de seus primeiros anos na Escócia, do início de sua carreira nos quadrinhos, dos loucos anos 90, quando sua vida se misturou com a de seus quadrinhos, e de suas recentes tentativas de transformar seus problemas pessoais e a escuridão social em quadrinhos pertinentes.

O documentário ainda revela detalhes de seu processo criativo, incluindo um vislumbre de seus cadernos de anotações. A lista de entrevistados também inclui alguns dos criadores de quadrinhos mais populares e influentes como: Warren Ellis (The Authority), Geoff Johns (Lanterna Verde), Frank Quitely (Novos X-Men), Dan DiDio (Vice Presidente Sênior, e Diretor Executivo do Universo DC), Frazer Irving (Homem de Ferro), Phil Jimenez (Homem-Aranha), Cameron Stewart (Mulher Gato), Jill Thompson (Sandman), Mark Waid (The Flash). "Eu vivi tudo aquilo.

Eu me tornei o personagem. Ia aos mesmos lugares que ele, praticava seus rituais, me envolvia com os deuses, e punha tudo nos quadrinhos. Isto me deixou à beira da morte." - Grant Morrison.


Um comentário:

robson firmino cavalcante disse...

valeu por mais essas eudes, obrigado...