domingo, 14 de abril de 2013

Classics Illustrated #03


CLASSICS ILLUSTRATED #03 DE 12: O CONDE DE MONTE CRISTO
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"O que é História", perguntou certa vez o grande escritor francês do século XiX Alexandre Dumas. "É o prego em que penduro minhas novelas". De fato, o prego no qual Dumas pendurou O Conde de Monte Cristo foi o de um crime real. Mas Dumas "elevando a história à dignidade do romance", recheou a história real, adicionou-lhe vários truques narrativos (incluindo fugas por um fio de cabelo, um mistério intrigante e vários duelos) e criou um elenco notável de personagens secundários.

Como muitas de suas obras, o romance foi antes publicado como uma série de jornal. Quando O Conde de Monte Cristo apareceu, em 1844-45, Dumas já era um dos autores mais populares da França, tendo aperfeiçoado seu estilo melodramádico numa série de novelas e peças teatraismuito bem-sucedidas, inclusive Os Três Mosqueteiros. Apesar de adorada pelo público, os críticos não gostaram da obra.

A novela tem mesmo certas fraquezas literárias: os personagens são simplificados demais - bons ou maus, sem nuances - a trama está cheia de implausibilidades, os diálogos são teatrais, há uma superpopulação de personagens secundários, com uma calamidade atrás da outra, fartos apunhalamentos, envenenamentos, quase-suicídios, raptos, grande abundância de duelos e, finalmente, um excesso de golpes de sorte.

Além disso, seus detratores acusram Dumas - que trabalhava copm colaboradores - de dirigir uma "fábrica de novelas". Refrindo-se às obras completas de Dumas em 301 volulmes (!) um crítico notou que "ninguém leu as obras completas de Dumas - isso seria tão impossível quanto escrevê-las...". Entretanto, já que todos os originais estão redigidos com sua caligrafia, reconhece-se hoje que, pelo contrário, Dumas realmente escreveu tudo e que seus auxiliares apenas lhe forneciam pesquisas e esboços ferais.

Outros críticos posteriores reavaliariam Dumas e, hoje, O Conde de Monte Cristo - tão popular como sempre entre os leitores - é tido como uma aventura de tirar o fôlego e uma janela que permite observar uma época astarrecedora. (Fonte: a prórpia edição)


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