segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

HMPM: Dr. Estranho

OS HERÓIS MAIS PODEROSOS DA 
MARVEL: DOUTOR ESTRANHO
Digitalização e Tratamento: 
Outsider Z/HORDA Inc.

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Em 1963 estava claro para todo mundo na Marvel que o futuro da editora estava nos quadrinhos de super-heróis. E vendo o sucesso que que as revistas do Quarteto Fantástico, do Invencível Homem de Ferro e do Espetacular Homem-Aranha tinham trazido para a companhia, Stan Lee decidiu transformar  um de seus títulos de antologia, Strange Tales - que, até então, apresentava histórias de monstros e fantasia - em uma série de super-heróis. 

Inicialmente ela passou a trazer novas histórias do integrante cabeça quente do Quarteto Fantástico, o Tocha Humana. No entanto, com a edição 110, ele dividiu suas páginas com outro novo herói cujo nome foi tirado do próprio título da revista: Dr. Estranho (Dr. Strange no original), Mestre das Artes Místicas!

Até então, a maioria das histórias da Marvel eram muito baseadas em contos de ficção científica. O mais próximo que a editora tinha chegado de magia estava nas páginas da revista do Poderoso Thor, mas, na maior parte do tempo, o aventureiro asgardianao enfrentava alienígenas e horrores tecnológicos, em vez de inimigos feiticeiros. 

Com o Dr. Estranho os cocriadores Stan Lee e Steve Ditko tiveram a oportunidade de enlouquecer com magia, introduzindo uma enorme quantidade de reinos místicos, artefatos arcanos, seres demoníacos e semideuses quase impronunciáveis no Universo Marvel.

Começamos este volume com a acima mencionada estreia do Dr. Estranho em Strange Tales 110. Lee e Ditko encaixaram uma história incrível em apenas 5 páginas enquanto o indiferente e transcendental Dr. Estranho combate o nefasto senhor dos sonhos chamado Pesadelo. Dada a narrativa econômica, não é de se surpreender que as origens do bom doutor não seriam reveladas até a edição 115. 

Nós, então, saltamos 20 anos adiante, até 1984, para uma seleção de histórias de quando Roger Stern escrevia a revista do mestre místico da Marvel. Viajando através das dimensões  e enfrentando inimigos sobrenaturais, este é o clássico Dr. Estranho no seu melhor.

Stern tem a compreensão soberba de quais são as motivações do Mago Supremo e como melhor usá-lo em uma história. Combinada com a belíssima arte de Paul Smith, esta é uma seleção de histórias que consegue captar a essência do que faz do doutor um personagem tão fascinante e intrigante. 

Com o poder das Hordas Ancestrais de Hoggoth, dos Escudos de Serafim e das Chamas de Faltinos à sua disposição (para citar alguns...), não há dúvida de que o Dr. Estranho é um dos personagens mais poderosos no Universo Marvel (ele não é chamado de Mago Supremo à toa, certo?).

Uma abundância de diferentes heróis pode estar muito bem equipada para combater tiranos alienígenas ou criminosos superpoderosos, mas entidades mágicas descontentes e deidades demoníacas são o tipo de inimigo que não se para socando. É preciso uma tática mais sutil, mais esotérica. E, no Universo Marvel, o Dr. Estranho é o único homem para o serviço. (Texto de Ed Hammond).





domingo, 17 de fevereiro de 2019

HMPM: Namor

OS HERÓIS MAIS PODEROSOS DA MARVEL: 
NAMOR, O PRÍNCIPE SUBMARINO
Digitalização e Tratamento: OutsiderZ/HORDA Inc.

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O mar sempre foi uma fonte de amiração para a humanidade. Seu tamanho colossal e sua infinita profundidade contém incontáveis mistérios que assombram e fascinamos seres humanos desde tempos imemoriais. Netuno, o Kraken, e a fabulosa cidade de Atlântida são apenas alguns dos mitos e lendas que vêm do azul do mar. Mesmo hoje, com toda a tecnologia à nossa disposição, sabemos mais da superfície da Lua do que das partes mais profundas de nossos oceanos.

No entanto, para os habitantes da Terra do Universo Marvel, os mistérios das profundezas são muito mais tangíveis do que para nós, que habitamos o mundo  que vemos de nossa janela. Na Terra da Marvel, com certeza absoluta, existe uma Atlântida que é habitada por uma raça de régios seres de pele azul. E o mais famoso desses habitantes é Namor, o Príncipe Submarino. 

Criado 22 anos antes do início oficial do Universo Marvel, Namor é tecnicamente o primeiro herói da Marvel, apesar de, na sua estreia, as suas ações não terem sido nada heroicas: o impetuoso príncipe da Atlântida lançou uma série de ataques preventivos contra o mundo da superfície. 

A sua campanha de destruição levou a um histórico encontro, no oitavo número de Marvel Mystery Comics, com o Tocha Huma original, que tentou impedi-lo - criando, assim, o primeiro crossover Marvel! Quando os Estados Unidos entraram na Segunda Guerra Mundial, entretanto, o Príncipe Submarino mudou sua maneira de ser. Tomando como exemplo os outros heróis criados pela predecessora  da Marvel, a Timely, agora eram os nazistas que deveriam enfrentar a sua fúria. 

Namor é um verdadeiro anti-herói. A sua história está cheia de mudanças de último minuto, onde, num momento, ele é aliado da humanidade e, no outro, o seu pior inimigo. Muitos dos conflitos ocorrem graças a mal-entendidos e à sua personalidade impetuosa. O fato de seu nome significar "Filho Vingador" na língua atlante é algo que o Príncipe Submarino leva a sério, tornando-se quase um mantra para o personagem. 

No entanto, quando canalizada da maneira correta, essa vingança pode ser altamente benéfica para a humanidade, como você verá na série Namor, de John Byrne, do início dos anos 1990, na qual o Príncipe Submarino torna-se um guerreiro ecológico superpoderoso. 

Como presidente da própria companhia, a Oracle Inc., ele planejava proteger os oceanos de forma corporativa, mas as maquinações de seus rivais nada éticos asseguram que as páginas a seguir estejam cheias de de conflito e batalhas contra o Grifo, os gêmeos Marrs e o Monstro do Lodo! (Texto de Ed Hammond).




sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

CMS: Homem-Aranha

COLEÇÃO MARVEL SALVAT: HOMEM-ARANHA 
GRANDES ENCONTROS MARVEL
Digitalização e Tratamento: OutsiderZ/HORDA Scans

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Dado o monumental sucesso do Homem-Aranha, era quase inevitável que, em algum momento, o Escalador de Paredes terminasse com um segundo título regular. Em 1972, quase 10 anos depois de sua estreia, esse segundo gibi do Aranha, Marvel Team-Up, chegou às prateleiras. Como o nome sugere, cada edição apresentava o Cavaleiro das Teias enfrentando todo tipo de vilões, ao lado do rol rotativo de convidados super-heróicos. 

O conceito era um daqueles com potencial quase ilimitado. As histórias fluíam com velocidade estonteante, com pouco mais de um segundo para que o Aranha recuperasse o fôlego entre as aventuras. Também deu aos roteiristas e desenhistas uma oportunidade de lançar o Cabeça de Teia por todo o Universo Marvel, apresentando-o a personagens que, normalmente, não apareceriam no título principal do personagem, Amazing Spider-Man.

Os fãs adoraram, e o primeiro volume da revista durou 150 edições. Era um gibi consistente e tremendamente divertido, com inúmeros momentos de destaque em sua história. De todos os diversos criadores a trabalharem nele, algumas das tramas mais empolgantes foram elaboradas por uma das mais famosas parecerias da Marvel na vida real, John Byrne e Chris Claremont, durante sua longa fase no título. 

Enquanto criava as histórias reimpressas aqui, a dupla também trabalhava em Uncanny X-Men. É justo dizer que seu fenomenal sucesso com os mutantes da Marvel, de certo modo, obscureceu seu trabalho daquele período, deixando muitos fãs sem saber quão boias eram as histórias de Marvel Team-Up.

Uma caverna de Aladim de aventuras recheadas de ação, seus criadores uniram o Aranha a uma vasta gama de personagens - em geral, aqueles com os quais já tinham alguma associação, como Miss Marvel (cuja série própria Claremont escrevia na época), Punho de Ferro (encerrando tramas pendentes de sua recém-cancelada série) e Capitão Britânia (cocriado por Claremont alguns anos antes com o desenhista Herb Trimpe).

Obviamente incapazes de promover qualquer grande mudança no Aranha como personagem, eles se concentraram em dar às histórias o maior dinamismo possível, com uma saraivada de cenas de lutas movimentadas e sequências de ação que nunca deixaram de impressionar. (Texto de Marco M. Lupoi).




quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

CMS: Vingadores X Korvac

COLEÇÃO MARVEL SALVAT: VINGADORES - A SAGA DE KORVAC
Digitalização e Tratamento: OutsiderZ/HORDA Inc.

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Os Vingadores, os Guardiões da Galáxia, Ultron; é pouco dizer que A Saga de Korvac tem tudo. Como se não bastasse, a narrativa oferece a estreia de um daqueles clássicos personagens não super-heróicos que adoramos odiar: Henry Peter Gyrich, o contato oficial dos Vingadores com o Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos. Nesta tragédia cósmica, o roteirista Jim Shooter e o ilustrador George Pérez mostram por que são, com toda razão, considerados dois pesos pesados da Marvel. 

O roteiro de Shooter engloba  perfeitamente tudo que o leitor espera dos Vingadores, anunciando o início de um período particularmente instável na história dos Heróis Mais Poderosos da Terra. A narrativa introduz as desavenças entre o Homem de Ferro e o Capitão América - mas esse é apenas um sintoma do mal-estar que aflige a equipe.

Mercúrio claramente se ressente do relacionamento da irmã com Visão, Magnum está inseguro quanto ao seu lugar ao lado de heróis tão grandiosos e, quando se rompem os elos dos Vingadores com o governo federal dos Estados Unidos, toda operação do grupo é paralisada , a ponto de os heróis precisarem confiscar um ônibus espacial para entrar em ação! Pérez captura tudo isso sem dificuldade, oferecendo, na ampla tela que lhe coube, algumas das cenas mais memoráveis das HQs.

Ambientada no final dos anos 70, quando a discoteca estava em voga, a série consegue ser não apenas atemporal, mas também representar com perfeição um período, capturando aqueles anos, seu estilo e essência da mesma maneira que os filmes de Hitchcock foram uma marca dos anos 1950 e 60.

Verdadedeiramente épico em escala e abrangência, o personagem de Michael Korvac e nossa percepção dele mudam com o progresso da aventura. A princípio nós o vemos como apenas mais um megalomaníaco com complexo de divindade, mas, ao final, nem mesmo os Vingadores deixam de se condoer com um homem que não veem mais como vilão.

Esta trágica história de amor é tão tocante, atual e universal quanto os grandes épicos da Grécia Antiga. A ação cruza o tempo e o espaço, ainda que, ao fim e ao cabo, tudo gire em torno de emoções básicas  como amor, ódio, vingança e remorso. (Texto de Marco M. Lupoi).




terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Gênesis

GÊNESIS - ROBERT CRUMB
Digitalização e Tratamento (Scans 2.0): OutsiderZ/HORDA Gospel

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O livro fundador da cultura ocidental, ilustrado pelo mais importante artista do mundo contemporâneo. 

Da criação do Universo até a morte de José, aqui está o Gênesis, ilustrado de maneira como nunca antes. Esta aguardada HQ, desde já um clássico dos quadrinhos, reconta o primeiro livro da Bíblia de maneira profundamente honesta. 

Livrando-se das interpretações teológicas e acadêmicas que muitas vezes obscurecem a dramaticidade das narrativas, e usando palavra por palavra do texto original, Robert Crum revela histórias complexas e emocionantes. 

Agora, os fãs de Robert Crumb, fãs de quadrinhos em geral, interessados em História Antiga e leitores de todas as crenças e descrenças poderão descobrir as maravilhosas imagens que permeiam essas narrativas pungentes, viscerais e saborosas. 

O Gênesis de Crumb reapresenta de Adão e Eva, Caim e Abel, Noé e sua arca, Sodoma e Gomorra e o Egito dos Faraós. Usando as sugestões do texto, Crumb dá corpo a personagens fascinantes, como o astuto Abrãao, o sonhador José, o angustiado Jacó, a apaixonada Raquel e o próprio Deus. 

O resultado, que tomou quatro anos de trabalho intenso, é uma tapeçaria de extraordinário detalhismo, a obra mais impressionante de um artista que é considerado o mais importante do mundo atual. (Texto da contra-capa).




domingo, 10 de fevereiro de 2019

Bórgia

BÓRGIA COMPLETO - JODOROWSKY/MANARA
Dig., Trad. e Letras/Elicarpo, Priscila e Conrad/Ndrangheta & DecK'Arte


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Escrita pelo chileno Alejandro Jodorowsky e magistralmente ilustrada pelo mestre dos quadrinhos eróticos, o italiano Milo Manara, Bórgia narra a saga da família que dá nome à série e que de fato existiu, tendo ficado famosa por conta das disputas de poder e intrigas em que seus patriarcas se envolveram.

Jodorowsky concentra seu roteiro no período do Renascimento, durante o papado de Rodrigo Bórgia, considerado o mais cruel, corrupto e depravado de todos os papas da idade média; e o escritor não faz concessões e desde o primeiro número, cria imagens perturbadoras de violência, sadismo, pedofilia e torturas, criando o cenário ideal para Milo Manara realizar o trabalho mais espetacular de toda sua carreira.

Manara é conhecido pelas mulheres que desenha – suas histórias oscilam entre o erotismo, mas não raro descambam para a pornografia desenfreada, com roteiros não melhores que um filme pornô, porém aqui, ele vai além. Sua recriação da Europa medieval é primorosa, desde vestimentas, caracterização dos personagens, geografia e urbanismo. A chance de ver um trabalho seu colorizado também é impar, já que a maior parte de suas obras (inclusive O Click que é a mais famosa) costuma ser em preto e branco.

Jodorowsky toma muitas liberdades criativas em relação à História e exagera em alguns fatos que sequer têm comprovação, tudo para criar a atmosfera densa, insana e paranoica que deve ter sido o papado de Rodrigo Bórgia, que mudou o nome para Papa Alexandre VI após sua nomeação. (Texto completo em Pipoca & Nanquim).





Hellblazer - Vol. 07

HELLBLAZER: DEMONÍACO - VOLUME 07
Digitalização e Tratamento: Outsider Zeudes/HORDA Inc.

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E chega ao fim a fase de Paul Jenkins, a terceira grande fase de Hellblazer, seguindo os passos de Jamie Delano e Garth Ennis. 

John Constantine vai aos Estados Unidos com sua namorada, Dani, conhecer os pais da moça e, como não poderia deixar de ser, o sobrenatural o persegue mesmo em um lugar onde ele deveria apenas estar a passeio. 

Coisas estranhas começam a acontecer a todos a sua volta, incluindo com os parentes de sua namorada. Algo que Constantine começa a descnfiar tenha a ver com seu velho inimigo. 

Além disso, um antigo conhecido seu está sendo assombrado pela namorada morta em um acidente de carro onde ele era o motorista, o namorado, não John Constantine. Porém, há uma ligação aparente entre a morte da moça e o mago. A sequência de acontecimentos que levaram à sua morte pode ter sido iniciada pelo mesmo. E agora a moça quer vingança. 

Para fechar a edição, Jenkins coloca Constantine frente a frente com uma figura que ele já encontrou antes, mas, desta vez, ele revelará sua verdadeira identidade. 




sábado, 9 de fevereiro de 2019

Incal Final

O INCAL FINAL - JODOROWSK/LADRÖNN
Tradução e Letras: Skaetos e Elicarpo/Ndrangheta & DecK'Arte


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Chamado de Incal Final, este derradeiro capítulo da saga das forças que disputam o comando do Universo foi publicado na França entre 2008 e 2014, em três álbuns: Os Quatro John Difool (2008), Luz de Garra (2011) e Gorgo, o Pútrido (2014). 

Há uma torrente de referências à saga principal do Incal, especialmente aos álbuns O Que Está Embaixo (1983), O Que Está em Cima (1985) e A Quintessência – A Galáxia Que Sonha (1988). Bem diferente de outros pontos da série, o Incal Final é uma produção unicamente para quem tenha lido a jornada completa, tanto os livros da primeira criação, quanto as sequências Antes do Incal e Depois do Incal. 

Há também algumas relações com os spin-offs do Jodoverse, mas isto, boa parte dos leitores só deverá perceber depois. 

A trilogia de Jodorowsky tem seu Final nestes três volumes ilustrados por Ladrönn, fechando assim um trabalho que atravessou anos e anos e se tornou um clássico das HQs europeias.

Baixe também Antes do Incal e Incal Completo.





sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

CMS: Doutor Estranho

COLEÇÃO MARVEL SALVAT: DR. ESTRANHO - UMA REALIDADE À PARTE
Digitalização e Tratamento: Outsider, The Z/HORDA Inc.

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Há algo na indústria de quadrinhos que atrai os rebeldes - pensadores abstratos que adoram a natureza subversiva do gênero. No início dos anos 70, a redação Marvel estava repleta de agitadores novatos como Jim Starlin, Steve Gerber e Steve Engleheart, todos dispostos a levar o limite dos quadrinhos de super-heróis o mais longe possível. Engleheart, em particular, estava na crista da onda na época. Seu sucesso em Captain America provou que ele tinha o que era preciso para revolucionar um personagem e transformá-lo em best-seller.

Na época, o editor-chefe Roy Thomas procurava um novo roteirista para Dr. Strange. Ele perguntou ao artista Frank Brunner quem ele gostaria que escrevesse a série, e qa sugestão foi Steve Engleheart. Os dois tinha se conhecido meses antes em uma festa e se ligaram imediatamente. Brunner, um grande fã de Carlos Castañeda, H. P. Lovecraft e ocultismo, encontrou uma alma gêmea em Engleheart. A dupla de criadores levou Dr. Strange de volta ao topo dos títulos mais vendidos, com uma renascença criativa que não era vista desde os tempos de Steve Ditko. 

Em busca de inspiração, os dois (ao lado de Jim Starlin, Al Milgron e Alan Weiss) ficavam acordados a noite toda, rondando Manhattan em variados estados alterados de consciência (leia-se drogados, nota do blogueiro). A Grande Maçã tornou-se sua musa , e eles exploraram a cidade em toda a sua glória. Por exemplo, a lagarta falante (completa, com o cachimbo obrigatório) de Dr. Strange 1 e o chá dos heróis loucos na edição seguinte foram inspirados numa exibição noturna do clássico de Disney Alice no País das Maravilhas, a que a dupla assistiu.

Importante ressaltar que, conforme caminha a leitura, nota-se uma leve mudança no estilo entre Marvel Premiere 11 e Dr. Strange 3. Como Brunner e Engleheart estavam atrasados nessas edições, a Marvel teve de improvisar e utilizou republicações de histórias antigas. De modo fortuito, isso nos dá a chance de mostrar o primeiro visual de Stephen Strange, sua origem e uma batalha preliminar com o terrível Dormammu, tudo concebido pela dupla Lee/Ditko. 

Engleheart e Brunner fizeram com que Doutor Estranho, uma revista de monstros e magia, se tornasse revigorante, empolgante. Os inimigos mais esquisitos, as histórias mais abstratas, e o próprio Estranho obteve a oportunidade de brilhar como personagem, herdando o manto de Mago Supremo da Terra. Embora tenha uma duração relativamente curta, o trabalho da dupla no título ainda é considerado um dos pontos altos na carreira do Doutor Estranho nos quadrinhos.